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"Eu penso que patriotismo é como caridade - Começa em casa!". (Henry James).

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Virando a página


Li, já não lembro onde, sobre o rapaz que saiu amargurado da casa da ex-namorada. Passando pelo bar, bebeu algumas para tentar afogar as mágoas e desceu para a barranca do rio onde sua canoa o esperava. Remou com todas as forças, mas parecia não chegar nunca ao seu destino. Exausto, adormeceu para somente ser acordado pelo sol do dia seguinte e descobrir que havia remado por toda a noite sem que tivesse saído do lugar. Angustiado, ele se esqueceu de desamarrar a corda que prendia sua embarcação ao tronco da ingazeira!

Da mesma forma, milhares de pessoas ao redor do mundo vivem em agonia no presente e não possuem esperança de um futuro bom porque suas vidas ainda estão presas em algum ponto lá atrás. É verdade que lembranças más ou boas do passado às vezes grudam em nossas mentes, mas devemos saber lidar com elas para que não nos impeçam de viver o que a vida coloca diante de nós agora.

Vejo nossos anos como folhas de um livro que vem sendo escrito desde que nascemos. Ao final de cada uma delas é preciso partir para a outra e seguir em frente. Que fazer, então?

01. Faça faxinas! – Quando estudante de Administração, eu me apaixonei pela ideia japonesa dos Cinco S. O primeiro passo (seiri) consistia em descartar todo o lixo e se livrar de todo o entulho que prejudicasse a vida na empresa. O próximo passo depois da faxina chamava-se seiton e cuidava de colocar cada coisa em seu devido lugar...

Essa ideia é útil não apenas no chão de fábrica nem somente no escritório; fazer faxina na alma é importante para quem deseja vida nova no ano novo. Livre-se de sentimentos ruins, libere perdão e não tente carregar pessoas que não querem andar com você. Deixe que elas sigam suas vidas ainda que por caminhos diferentes do seu. Afaste-se também daquilo ou daqueles que lhe fazem mal ou tentam lhe afastar do bem.

02. Troque as crendices por uma fé inteligente! – Pular sete ondas, vestir branco, verde, amarelo ou qualquer outra cor, ter moedas no bolso... Nada disso vai lhe garantir um ano novo com mais sorte! Apenas creia em Deus e passe para o próximo ponto.

03. Assuma sua parte nesse negócio chamado vida! – A vida é uma sociedade com dois sócios principais, a saber, Deus e você. Saiba que ele é fiel e sempre cumprirá a parte dele nesta parceria. Todavia, há coisas que Deus não faz nem fará, simplesmente porque ele sabe que são coisas que você pode e deve fazer.
Portanto, pare de reclamar da vida, evite ficar culpando os outros por tudo o que não dá certo em sua rotina, não viva arranjando para a sua moleza explicações que não explicam, e, decida você mesmo fazer as mudanças que são necessárias em sua existência.

04. Estabeleça metas! – Embora sabendo do que as pessoas precisavam, às vezes, Jesus perguntava: - O que queres que eu te faça?  Então, sem que houvesse qualquer imposição da parte de Jesus, eram curados os que queriam ser curados, eram orientados os que buscavam orientação e eram libertos os que desejavam libertação.
De igual modo, você precisa saber aonde quer chegar! Onde e como você gostaria de estar de hoje a um ano? Estabeleça metas para um ano e para cinco anos, faça sua lista e depois pergunte a si mesmo: - O que posso fazer agora mesmo para chegar lá?

05. Vá com Deus! – Há dois mil anos atrás, Jesus perguntava: - Do que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?  Moisés, antes de iniciar a longa viagem do êxodo, orou dizendo: - Se tua presença não for comigo, não me deixe sair desse lugar. Santo Agostinho, por sua vez assim se expressou: - Fomos criados para ti, ó Deus, e o nosso coração não tem paz até que a encontre em ti.

O mundo está cheio de gente muito rica e ao mesmo tempo miserável simplesmente porque que vivem como se Deus não existisse. Por isso, ao planejar sua agenda para os meses que se aproximam, abra espaço para o seu Criador. Também reserve tempo para viver fé e serviço em uma comunidade onde você será abençoado e também poderá ser benção.

É hora de virar a página!

Humberto de Lima   

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Dom Ratão e o caso da Pizzaria Real

Ano 2035. Agora aposentado, sua cadeira de balanço range enquanto ele se prepara para contar mais uma de suas experiências juvenis. Aos seus pés, gulosos por aprender, se amontoam os netinhos.

- Vô, conta aquela em que você ficou preso, só que não!
- Já faz tanto tempo...

Tudo começou quando eu entrei na pizzaria do rei. Fiquei muito tentado! Não sabia se roía ou se carregava, não sabia se carregava ou se roía!

Para complicar a situação, descobri que não estava sozinho. Dentão e sua turma já estavam lá e foram logo dizendo que tudo teria que ser dividido. Em nossa família não gostamos de dividir nada com ninguém mas como não tinha outro jeito, topei.

Até que um dia todos nós fomos descobertos. De uma hora pra outra, viramos manchete nos jornais da Ratolândia. Foi muito ruim! Por um lado, aqueles que andam filmando tudo e gravando tudo não nos davam sossego, por outro lado, a ira de todos os gatos e dos demais bichos da Terra estava crescendo contra nós.

Apelamos, deixamos o tempo correr, mas ninguém nos esqueceu. A lei era clara e dizia que subtrair para si ou para outrem qualquer item da grande Casa de Massas resultaria na temida punição da ratoeira.

Eu já estava lá, Preso da Silva, esperando a qualquer momento a lapada que me lascaria todo e acabaria de uma vez com esta minha vida camundonga. Naquele mesmo dia, condenado por quatro a três, um pato já havia ido para a panela por ter matado um pinto em frente ao comedouro. Naquela mesmíssima tarde, o time dos cachorros doidos tinha perdido um torneio por diferença de apenas um ponto.

Meninos, no meu caso, eu também já estava perdido, mas na Hora H alguém remexeu os arquivos e descobriu um papelzinho que fazia de meu caso um caso privilegiado, colocando por terra tudo o que fora antes ensinado pelas Ciências Exatas. Era mais ou menos assim: Lá estava escrito que se eu tivesse perdido a causa por 6x4, então eu não tinha perdido causa alguma. Bastavam 4 dos 10 terem votado a meu favor para fazer dar em nada o voto dos outros seis que haviam me condenado. Com esse e outros artifícios processuais, fui me safando devagarinho, pouco a pouco... 

- Vô! Foi nesse caso da ratoeira que o senhor perdeu sua vassoura ou ela ficou presa na mão de Dentão no primeiro dia em que você entrou na Pizzaria Real?
- Nem uma coisa nem outra, Furtinécio Júnior! Esse detalhe até hoje continua sendo um mistério.  Fui dormir com ela e acordei sem ela! Dias depois, se espalhou por todo o país a notícia de que minha longa e peluda cauda havia sido encontrada dentro de uma garrafa de Coca-Cola!
 

Humberto de Lima

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A Última Conversa


O vi pela primeira vez numa manhã de domingo, quando entrei como um desconhecido e sentei no último banco da velha capelinha de madeira branca. De lá, vi uma assembléia de membros, gostei da música, fui positivamente impactado pela pregação da Palavra e não tive mais dúvidas: - Eu queria ficar ali!

Ao final do culto, perguntei se poderia lhe falar por um instante; e, numa pequena sala que ficava lá nos fundos, mostrei a ele uma carta de recomendação trazida da igreja onde cresci. Então ele me disse que eu era bem vindo.


- Pastor, posso lhe perguntar uma coisa?
- Claro! 
- Eu também quero ser um pastor! O senhor pode me ajudar?

Ele me olhou bem nos olhos e disse:

- Humberto, gostei de sua pergunta. Você será um pastor!

E acreditou em mim...
O tempo passou, fui por ele ordenado e depois enviado como missionário para o Agreste da Paraiba. Eu ia vê-lo sempre que podia. Pelo menos uma vez por ano, ele costumava pegar o carro e subia a serra para jantar em nossa casa e pregar aqui na Igreja Batista de Fagundes.

Um dia, abri minha caixa de entradas e lá estava um e-mail dele pedindo que eu fosse visitá-lo. Telefonei acertando data e hora e desci para João Pessoa.

- Senta, Humberto - Disse-me, enquanto fechava a porta e procurava alguma coisa no frigobar.
- Tenho Coca-Cola! Vamos tomar uma Coca?
- Sim, vamos a ela!

Em seguida, acomodou-se em sua cadeira e naquela tarde nossa conversa fluiu sem que telefones tocassem, sem qualquer outra interrupção. 

Compartilhamos experiências tristes e alegres do ministério pastoral, trocamos idéias sobre o que havia de mais moderno em termos de estratégias e recursos eletrônicos utilizados na evangelização pelas grandes igrejas norte-americanas, falamos de sonhos realizados e por realizar...

Finalmente, olhou pra mim e disse:
- Não quis te falar por e-mail, queria te ver... Sinto que meu tempo está terminando aqui nesta Terra. Orei muito... Por isso, sinto paz para dizer as coisas que agora te digo...

Dentre as muitas coisas conversadas naquele instante, discordei da ideia de que seu tempo já estaria acabando. Antes de sair tentei convencê-lo do contrário, mas ele parecia convicto e sereno sobre a proximidade de sua partida. Dias depois, ainda me convidou para que eu estivesse presente à festa de aniversário de sua igreja. Não deu certo; eu estava viajando e aquela acabou sendo a nossa última longa conversa.

Nesta madrugada de 09 de Agosto de 2013, faz um ano que Deus chamou para si o meu pastor e amigo João Pereira Gomes Filho.

Humberto de Lima

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Onde estão os profetas?



Tenho divergências doutrinárias com os católicos romanos; pensamos diferente em relação a muitos assuntos. Porém, eu os aplaudo pelo fato de essa semana terem se dirigido ao governo brasileiro através de nota emitida pela CNBB e veiculada pela Folha de São Paulo no dia 21/06/2013. Na nota, além de acertadamente condenar o vandalismo praticado pela minoria dos que foram às ruas, os bispos dizem ao governo: - O povo está clamando! Tomem uma atitude!

No lado evangélico, as grandes organizações eclesiásticas (Convenções, Alianças, Concílios etc), por sua vez, dão a impressão de estarem em cima do muro. Estariam esperando pra ver qual dos lados se sairá melhor nos gráficos das pesquisas de opinião? Estariam se comportando como torcedores que esperam terminar o jogo para só então vestir a camisa da equipe vencedora? Estariam simplesmente observando tudo com indiferença? Infelizmente, ao longo dos anos, a História tem mostrado que essas lideranças persistem no caminho da  omissão. 

Geralmente, o mundo evangélico só reconhece como vozes proféticas aqueles que gritam mais alto em defesa da cultura, dos usos e costumes e dos dogmas próprios de suas denominações. Quando se tornam conhecidos, esquecem de usar a notoriedade alcançada em benefício da justiça que é proposta pelo evangelho e fazem do sucesso e da fama parada obrigatória e destino final.

Como os religiosos da parábola do bom samaritano, seus discursos trocam de calçada e passam bem longe da problemática social que castiga nosso povo com os prejuízos causados pela corrupção, carga tributária altíssima e serviços públicos de péssima qualidade.

Ora, os profetas do Antigo Testamento somente de vez em quando faziam alguma predição em relação ao futuro. Na maior parte do tempo, estavam ocupados denunciando o pecado do povo e a injustiça de seus governantes. Basta dar uma olhada em Amós 2:6-8, para que você tenha uma pequena amostra do que aparece nos escritos dele e dos outros profetas!

João Batista, considerado por Cristo o maior entre todos os que nasceram de uma mulher, vivia a questionar Herodes pelo fato de este viver com a mulher de seu irmão. Veja Mateus 14:1-12.

No final do Novo Testamento, a carta de São Tiago, além de registrar o protesto do autor contra injustiças praticadas por patrões contra trabalhadores rurais de sua época, deixa bem claro que o próprio Deus está do lado destes e contra aqueles. Veja na mesma carta: 5:1-6. 

Raposas nos tempos bíblicos costumavam atacar as vinhas e por isso eram tidas como símbolo de roubo. Quando alguém era comprovadamente astuto e ladrão, o povo logo o chamava de raposa. E Jesus Cristo, que era profeta por excelência e tinha autoridade para dizer o que disse, não hesitou em chamar Herodes de raposa! Veja Cantares 2:15 e Lucas 14:31-34.

Não estou sugerindo aqui que alguém saia praticando calúnia ou difamação contra quem quer que seja. Ambas as ações são tipificadas como crime, portanto, puníveis, conforme afirma o nosso Código Penal. Além disso, a Constituição Federal Brasileira, em seu artigo 5º, inciso LVII, estabelece que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Em outras palavras, somente depois de concluído o devido processo legal, não cabendo mais recursos, é que alguém finalmente poderá ser considerado culpado e condenado na forma da lei. Trata-se do princípio da presunção de inocência!

Também não estou promovendo adesão aos vândalos ou aos movimentos que têm como objetivo a extinção dos partidos políticos e de outras instituições próprias de um Estado Democrático de Direito.

Nem estou apelando para que comprem a ideia de que um único cidadão deverá com mão de ferro se transformar no salvador da pátria. Todos os povos que entraram por esse caminho descobriram mais tarde que é assim que nasce um ditador! Creio que sociedades justas são construídas com a participação de todos.

Entretanto, na vida em sociedade, o mínimo que se espera de homens de Deus, é que ergam a voz para defender o direito dos pobres e necessitados (Provérbios 31:8), principalmente quando a pobreza e necessidade deles for resultado de corrupção e do descaso governamental.

Humberto de Lima

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Por que eu estava lá

Cheguei por volta das 16:30. O pastor Joaquim de Andrade já estava por lá, me esperando. Partimos para a concentração dos manifestantes e, a princípio, imaginei que a passeata seria um fracasso devido ao pequeno número de pessoas que ali se encontrava.

Enquanto aguardávamos pelo começo do movimento, Joaquim conversava e compartilhava comida com um mendigo que se aproximou de nós. Morador da periferia, o homem contou que tem filhos, vem diariamente ao centro para catar lixo e pedir alguma coisa ao povo que passa.

Pouco a pouco, a multidão começou a crescer, a polícia chegou sem portar armas letais e se posicionou observando tudo dos arredores da praça.  Um mar de gente encheu as ruas de Campina Grande! E a marcha fluiu pacífica, com milhares de cartazes mostrando que o povo brasileiro vale mais que vinte centavos. 

Por que eu estava lá?

Eu estava lá porque a Constituição Federal de meu país a mim garante o direito de aplaudir ou protestar publicamente.

Eu estava lá dando continuidade ao que eu já fazia. Leitores do meu blog sabem que sempre escrevi contra o descaso com que nossas autoridades tratam o nosso povo.

Eu estava lá porque a leitura que fiz dos velhos profetas, do evangelho de Jesus e das cartas dos apóstolos me ensinou que devo me posicionar ao lado da Justiça, em favor do desamparado, do órfão, da viúva, do trabalhador, do mudo...

Eu estava lá porque sei fazer diferença entre política e politicagem. Como pregador do evangelho, nunca vendi meu voto nem usei o púlpito para beneficiar nenhum candidato ou partido. Deixo meus irmãos livres para que votem e sejam votados de acordo com a consciência de cada um.

Eu estava lá porque também sou brasileiro, uso transporte público, não tenho plano de saúde, preciso do SUS e não concordo com a corrupção.

Eu estava lá porque desejo que no ano 2083, meus netos e bisnetos saibam que eu fiz a minha parte para deixar pra eles um Brasil melhor. É assim que eu quero que eles lembrem de mim!

Humberto de Lima

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Convite!



Já que tú chegaste, digo – vem comigo;
Tem coisa bonita pra se ver lá fora!
Já que não me largas, então eu sugiro,
Poesia e música para esta hora.

Nem tudo tem jeito, nem tudo dá certo,
Nem tudo se entende, nem o tempo volta.
Mas quero que saibas, viver é preciso,
Sorrir é preciso, cantar é preciso!

Então, vem minha tristeza!
Te junta aos pássaros na celebração da chuva,
E dança com eles a dança da vida -
Que continua linda, apesar de nós!
 
Humberto de Lima

quarta-feira, 20 de março de 2013

Chovendo no molhado


Quanto mais leio, mais vejo o quanto imperfeito é nosso ordenamento jurídico; ao mesmo tempo, alegra-me observar que nossa Carta Magna e outros códigos, normas e procedimentos dela derivados servem de modelo para outros países. Por exemplo, enquanto potências econômicas ainda se arrastam com as demoradas eleições feitas com cédulas de papel, nós damos um show de praticidade e rapidez com nossas cada vez mais modernas urnas eletrônicas. Igualmente digna de aplausos é a Justiça do Trabalho, onde os processos são agora digitalizados!
 
Porém, inquieta-me perceber que muitos de nossos legisladores, às vezes inspirados pela mídia sensacionalista e outras vezes movidos pelo desconhecimento das regras vigentes, acabam por chover no molhado. Chovem no molhado quando fazem leis redundantes, privilegiam determinados grupos em detrimento do todo e ferem o Princípio da Isonomia.
 
No âmbito criminal, não creio que o assassinato de um negro seja crime mais grave que o homicídio praticado contra um branco; não acredito que a difamação praticada contra um cidadão heterossexual deva ser menos punível que a difamação praticada contra um cidadão homossexual. Da mesma maneira também não faz sentido, à luz de nosso Código Penal, imaginar que o crime de ameaça consumado contra um ateu seja mais grave em relação ao mesmo crime de ameaça praticado contra um religioso!
 
O artigo 5º da Constituição Federal de 1988, em seu caput estabelece que todos são iguais perante a lei; e, nos incisos, parágrafos e alíneas que o formam, deixa bem claro que estão vedadas distinções de qualquer natureza. 

Ao que parece, técnicos, consultores legislativos e comissões de constituição e justiça andam fazendo vista grossa para esses shows de pirotecnia. Por isso, todo parlamentar municipal, estadual ou federal, uma vez eleito, deveria ser obrigado a assistir aulas de Direito Constitucional. 

Dessa forma, nosso Poder Legislativo não desperdiçaria tanto tempo com redundâncias, nossos vereadores, deputados e senadores não seriam influenciados pelo exagero das manchetes nem seriam manipulados pelo barulho de grupos que tentam estabelecer privilégios através do grito.
 
Humberto de Lima

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