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"Um líder é alguém que conhece o caminho, vai pelo caminho e mostra o caminho". (John C. Maxwell).

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O jeito certo de fazer política

Nos tempos de capital, eu gostava de ver a propaganda política exibida no rádio e na televisão. Via o lado cômico, via os perfis cosméticos produzidos pelos marketeiros, mas via também algumas idéias muito boas para a cidade.

Em viagem recente percebi que nas cidades pequenas, a propaganda é geralmente feita à base de carro de som, e, em alguns casos pelas Redes Sociais. O problema está no conteúdo!
 
Nos jingles (músicas especialmente composta para partidos e candidatos) e também nas postagens colocadas na internet, o que mais se vê é guerra de nervos. O que se fala e o que se escreve tem como único objetivo convencer a população de que "todos estão do lado de cá e no outro lado só há desespero".

Apelo aos senhores candidatos de todos os partidos e de todas as cidades do interior de minha Paraiba para que parem de trocar insultos e apresentem propostas para seus municipios!

Divulguem seus projetos para a Educação, Saúde, Habitação, Segurança, Geração de Emprego, Transporte, Turismo e Meio Ambiente!
 
Deixar de cumprir tão importante obrigação significa assumir tácitamente a falta de boas idéias e o desconhecimento das reais necessidades de seu próprio povo. Afinal, todos os nossos problemas ainda não foram resolvidos.

Humberto de Lima.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O canivete e a carta



Quando menino, eu sempre senti vontade de ter um canivete daqueles usados pelos soldados do exército suíço. Porque eu ainda não tinha a idade certa e também por causa das dificuldades financeiras de meu pai, passei pela infância sem conseguir realizar o sonho.
 
Várias vezes, falando sobre o tempo certo para cada coisa da vida, usei o fato para ensinar que meu pai agiu corretamente quando não deu um objeto cortante para o seu pequeno Beto de apenas cinco anos de idade. Também ensinei que Deus tem seus motivos para não dar tudo o que pedimos do jeito e na mesma hora em que pedimos. 
 
Finalmente deixei de ser pirralho e fiquei pronto para usar aquela faquinha sem me ferir e sem ferir ninguém. Mas as décadas voaram e o meu orçamento apertado nunca permitiu sobrar dinheiro para comprar o objeto de meu desejo. Às vezes, quando via um deles em alguma vitrine, repetia em pensamento a mesma oração dos tempos de guri: - Oh, como eu gostaria de poder ter um desses!
 
Há duas semanas, depois de um ano inteiro orando sobre outro assunto, sem contudo obter qualquer resposta, cheguei a pensar que Deus não estaria interessado no que eu vinha lhe dizendo. E falei: - Senhor, eu sei que meu relógio nem sempre está certo com o seu; portanto, pode me responder quando quiser responder. Dá-me porém um sinal de que minhas petições ainda são ouvidas!
 
Esta manhã, enquanto abria uma pequena sacola que me foi presenteada por um irmão que estava me visitando e nada sabia sobre tudo o que você já leu acima, fiquei surpreso ao ver que lá estavam um calção, uma camiseta e um canivete suíço! No pacote, a pequena carta dizia assim:
 
“... Um dos presentes que temos pra você é uma faca de bolso com muitas ferramentas – Um canivete daqueles usados pelo exército suíço com muitas ferramentas. Ele me foi dado por um homem de nossa igreja antes de nossa viagem. Ele me disse que possuiu este canivete por vinte anos e ele sentiu que deveria entregá-lo a mim. Ele sentiu que este canivete deveria vir para o Brasil. Eu gostaria que você tivesse esse canivete como um símbolo. Que ele lhe faça lembrar as muitas ferramentas que você tem ao seu dispor em seu trabalho de ajudar às pessoas de sua comunidade a ter um relacionamento com Jesus. O estojo de couro foi feito pelo homem que possuía o canivete. Que este estojo lhe faça lembrar a Igreja Comunitária Riverside. Sete de nós vieram para Fagundes, mas duzentos ficaram em casa orando por você. Que Deus te abençoe. Steve.”
 
O sinal foi dado. Ao responder a uma oração que eu fazia desde os meus verdes anos, o Eterno confirmou que ainda me ouve!
 
Grato, sigo em frente, certo de que ele no tempo certo me dará todas as outras respostas das quais preciso e me guiará pelo futuro que está adiante.
 
Humberto de Lima

sábado, 4 de agosto de 2012

Eu e o tempo


 
Longe da ingenuidade dos tempos em que me chamavam de Beto, hoje percebo que nem todo mundo se aproxima da gente porque da gente gosta. Às vezes, somos apenas a vantagem ou o elo de ligação entre a pessoa que nos procura e a vantagem por ela buscada.  Coisificados e usados, entristecemos. Apesar disso, ainda aposto em amizades e opto por seguir em frente, fazendo o bem.
 
Já não vejo a vida como a estrada sem fim de antigamente; metade, talvez mais da metade de meus dias já se foram. 
 
Também sei que recordações dolorosas de vez em quando aparecem sem que eu precise chamá-las, mas não quero que o tempo que me resta seja um lamento do tempo que se foi. Prefiro remexer as memórias gostosas de ontem e viver intensamente meu presente ao ponto de produzir coisas boas que serão por mim lembradas em algum lugar do futuro, na cadeira de balanço de uma varanda qualquer.
 
Já não quero a companhia daqueles que de dedo em riste arrotam santidade e vivem condenando o resto do mundo; escolho ter por perto gente que precisa de gente,  gente que admite ser carente da graça de Deus.
 
Tenho minhas ambições mas já não penso em abarcar o mundo com as pernas; troquei alguns sonhos por outros que não são medidos em quilômetros, quantificados em números ou avaliados em dinheiro.
 
Hoje sei que não tem preço sentir o cheiro de um livro novo, pousar as mãos sobre o teclado e esculpir mais um texto, ajudar o adolescente que está com medo da próxima prova, encontrar um amigo e trocar idéias, praticar a boa ação do dia, ouvir a música, ler os poetas, aprender coisas novas, ter bichos no quintal, andar no mato, olhar o mar, comer frutas que eu mesmo plantei, sentir o prazer do exercício físico, descer do púlpito com a certeza de que levantei mais alguém, gostar do meu trabalho, ter um cantinho onde eu possa me esconder e orar sem pressa, enviar e receber mensagens de afirmação, dar abraços, receber abraços... Agora eu sei que o tempo voa. 

Carpe diem!
 
Humberto de Lima

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