A poetisa
lembrou do poeta;
E perguntou:
- Como vai você?
Ele pensou naqueles dias,
Que
de tão bons não dava pra esquecer.
Oh,
amiga que meu dialeto falas!
Tu
que decifras a folha branca que não escrevi!
Para
ti confesso, não nego:
Distante e parado, não estou feliz!
Então
o poeta leu a poetisa;
E indagou:
- O que tens a dizer?
Ela propôs um retorno:
-
Aos velhos tempos, como deve ser!
Oh, tu que pões tempero nas palavras!
Tu
que já serviste em prosa e verso teus melhores pratos!
Volta à cozinha das letras, que ainda te espera:
Vai!
E ele foi...
Humberto de Lima

1 comentários:
Que peeerrfeeeito, Humberto! Depois de tantas idas e vindas só os poetas se entendem mesmo! Bjão, fica com Deus!
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