Corro...
E em minha corrida sou exorcista
e exorcizado –
Pingos de meu lado triste vão ficando
pelo caminho.
Corro...
E as ruas de sempre já não são as
mesmas –
Os olhos vagueiam para além da
terra de minha aflição.
Corro...
E o cansaço da volta é melhor que a melhor cachaça –
Nem bêbado nem doente, apenas
durmo.
Amanhã? Correr de novo...
Humberto de Lima

1 comentários:
"E as ruas de sempre já não são as mesmas" [...]
E as ruas de sempre NUNCA MAIS serão as mesmas!
=D
Lindo poema!
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