Férias é tempo de ver amigos
como Paulo Dantas, João Filho, João Neto, Ricardo Nascimento, Inaldo Camelo
Filho, Robério Soares, Guilardo Tavares, Alexandre Azevedo e Xico Lima... Não
sei por onde anda Bob Coller nem tenho notícias de Fábio Delgado!
Dormir na rede ouvindo o barulho
do mar, correr na praia, ler Rubem Alves, ouvir Lionel Richie, viajar com meu
irmão Júnior, colocar em dia a conversa com a família, perambular pela cidade
sem ter que ficar olhando para o relógio a todo instante...
E como eu gosto dessa parte!
Sair simplesmente por sair, para ver como andam as coisas na capital onde o sol
nasce primeiro.
No centro, dez anos depois,
circulo anonimamente em meio à multidão de desconhecidos. Os bairros da orla agora crescem pra cima e as ruas estão bem mais limpas e organizadas. Sem bajulações, eu
que sou eleitor na Serra do Bodopitá, dou parabéns ao prefeito de João
Pessoa!
Entre os encontros casuais,
satisfação em ver Zé Pezão, cozinheiro dos tempos em que eu trabalhava com
hotelaria, além de Tamami Saito e Fabiane Balbino, ex-colegas de aula no curso de administração da UFPB. Fabiane Balbino é artista plástica de bom gosto; é uma delícia contemplar os quadros de seu ateliê!
Insólito mesmo foi sair do
banco e de repente sentir uma mão pesada me segurando pelo ombro, para em seguida ouvir a voz que dizia: - Fulano morreu! Foi diabetes!
Em frações de segundo
experimentei o medo de um possível assalto, fiquei sabendo que um bom colega
tinha ido embora (Que Deus o tenha!) e ainda reconheci o rosto do dono da mão,
um camarada que costumava pegar o ônibus junto comigo nos anos noventa.
Por falar em ônibus, a frota da
Cidade Verde continua sendo uma das mais novas do país, com direito a monitor
de TV mostrando o resumo das principais novelas e noticiários.
Com exceção da moça na cadeira
da frente, as pessoas não se notam e mal olham pela janela, pois quem não está
vidrado na telinha do transporte está mexendo no celular.
A moça? Enquanto o veículo parado
aguarda pelo andar da fila, ela lança um demorado olhar para o motel ao lado e
fecha os olhos sorrindo um sorriso acompanhado de longo suspiro... Boas
memórias ou apenas fantasias de quem sonha acordado? Somente ela o sabe.
A mim, contentou-me estar lá
vendo, vivendo e registrando estes e outros momentos da cidade que nasceu na beira do rio.
Humberto de Lima

2 comentários:
Amigo Humberto,
Como você disse, bom mesmo foi passear sem se preocupar com o tempo... Sem ser escravo do relógio.
Isso é o melhor de tudo!
Seus textos são sempre bons!
Leves e agradáveis!
Legal! Rever velhos amigos é sempre bom...
Postar um comentário