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"Eu penso que patriotismo é como caridade - Começa em casa!". (Henry James).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fim de férias


Férias é tempo de ver amigos como Paulo Dantas, João Filho, João Neto, Ricardo Nascimento, Inaldo Camelo Filho, Guilardo Tavares, Alexandre Azevedo e Xico Lima... Não sei por onde anda Bob Coller nem tenho notícias de Fábio Delgado!
 
Dormir na rede ouvindo o barulho do mar, correr na praia, ler Rubem Alves, ouvir Lionel Richie, viajar com meu irmão Júnior, colocar em dia a conversa com a família, perambular pela cidade sem ter que ficar olhando para o relógio a todo instante...E como eu gosto dessa parte! Sair simplesmente por sair, para ver como andam as coisas na capital onde o sol nasce primeiro.
 
No centro, dez anos depois, circulo anonimamente em meio à multidão de desconhecidos. Os bairros da orla agora crescem pra cima e as ruas estão bem mais limpas e organizadas. Sem bajulações, eu que sou eleitor na Serra do Bodopitá, dou parabéns ao prefeito de João Pessoa! 
 
Entre os encontros casuais, satisfação em ver Zé Pezão, cozinheiro dos tempos em que eu trabalhava com hotelaria, além de Tamami Saito e Fabiane Balbino, ex-colegas de aula no curso de administração da UFPB. Fabiane Balbino é artista plástica de bom gosto; é uma delícia contemplar os quadros de seu ateliê! 
 
Insólito mesmo foi sair do banco e de repente sentir uma mão pesada me segurando pelo ombro, para em seguida ouvir uma voz que dizia: - Fulano morreu! Foi diabetes!
Em frações de segundo experimentei o medo de um possível assalto, fiquei sabendo que um bom colega tinha ido embora (Que Deus o tenha!) e ainda reconheci o rosto do dono da mão, um camarada que costumava pegar o ônibus junto comigo nos anos noventa.
 
Por falar em ônibus, a frota da Cidade Verde continua sendo uma das mais novas do país, com direito a monitor de TV mostrando o resumo das principais novelas e noticiários. Observei que com exceção da moça na cadeira da frente, as pessoas não se notam e mal olham pela janela, pois quem não está vidrado na telinha do transporte está mexendo no celular.
A moça? Enquanto o veículo parado aguarda pelo andar da fila, ela lança um demorado olhar para o motel ao lado e fecha os olhos sorrindo um sorriso acompanhado de longo suspiro... Boas memórias ou apenas fantasias de quem sonha acordado? Somente ela o sabe! 

A mim, contentou-me estar lá vendo, vivendo e registrando estes e outros momentos da cidade que nasceu na beira do rio.
Humberto de Lima

2 comentários:

Diego Navarro disse...

Amigo Humberto,
Como você disse, bom mesmo foi passear sem se preocupar com o tempo... Sem ser escravo do relógio.
Isso é o melhor de tudo!
Seus textos são sempre bons!
Leves e agradáveis!

Emanuelle Batista disse...

Legal! Rever velhos amigos é sempre bom...

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