Já vai longe o tempo quando eu acreditei em super-homens e quis ser um deles. Agora vejo que eles não eram tão super o quanto eu imaginava; de fato, por trás da capa de onipotência se escondia a arrogância própria daqueles que mal conseguem ser simplesmente homens.
Hoje procuro manter
distância dos que se proclamam possuidores da suprema infalibilidade (atributo
que todos os papas provaram não existir nos humanos).
Distante dos modelos de perfeição expostos nas vitrines midiáticas do mundo religioso, eu prefiro a companhia de quem já viveu abertamente a realidade dos verbos cair e levantar.
Distante dos modelos de perfeição expostos nas vitrines midiáticas do mundo religioso, eu prefiro a companhia de quem já viveu abertamente a realidade dos verbos cair e levantar.
Procuro aconselhar-me
com aqueles que não escondem de mim o fato de serem pós-graduados na escola dos
erros e acertos, com todas as quedas, lições, lágrimas e alegrias que integram seus
históricos de vida.
Jesus tinha mesmo razão quando
dizia: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Parafraseando o filósofo, penso e logo sou livre! É que agora, com os sentidos da
alma mais aguçados, consigo distinguir melhor as diferenças entre Deus e o que dele me
disseram.
Liberto das correntes do dogmatismo, sou visto por alguns como um incrédulo; mas deslumbrado com a simplicidade da fé, prossigo olhando pra cima.
Liberto das correntes do dogmatismo, sou visto por alguns como um incrédulo; mas deslumbrado com a simplicidade da fé, prossigo olhando pra cima.
Humberto de Lima

1 comentários:
Bom texto! Acredito que esse dogmatismo foi uma venda que criaram por meio de muitas leis que escondem quem é Deus. Criaram obrigações que não imagino que Deus aprecie. É justamento esse pensar, esse refletir, que nos abre os olhos. Melhor dizendo, nos desvenda os olhos.
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