Em “Confissões”,
publicado em 25 de outubro de 2008, depois de listar alguns velhos
costumes por mim abandonados, também escrevi que já fui um fariseu. E é na
conclusão do mesmo texto que admito estar ainda bem longe de quem eu gostaria
de ser, mesmo tendo deixado de ser muito do que já fui.
Neste caso, restam indagações que
precisam ser respondidas para além do simplismo contido dentro de um sim ou de
um não.
Vivo tudo o que prego? Sendo minha
resposta negativa, não continuaria eu sendo fariseu, melhorado, mas sempre
fariseu?
De fato, reconheço que ainda
não consigo por em prática 100% de tudo o que falo e escrevo. Mas sigo adiante
porque, apesar de mim, as coisas sobre as quais falo e escrevo são coisas nas
quais acredito.
Fariseus dos tempos bíblicos ou
pós-modernos, diante do mesmo questionamento, se comportariam da seguinte maneira:
1. Teriam dificuldades para
confessar a falibilidade que faz parte de todos nós; afinal de contas, pensam
eles, um fariseu nunca erra!
2. Tentariam transformar seus
acertos em shows pirotécnicos, criando sobre si mesmos a imagem de seres
perfeitos (o marketing faz o santo); e,
3. Se colocariam no mundo
espiritual como advogados de acusação de tudo e de todos; ora, sabemos que arrogância é o que se tem de mais visível em qualquer fariseu.
Portanto, se os três comportamentos supracitados
não fazem parte do seu jeito de ser, embora como eu, você também concorde que sua caminhada esteja
marcada por erros, tropeços, e algumas vezes por dificuldade em praticar coisas
boas e certas que você mesmo prega, devo dizer que você não é um fariseu!
Me dê sua mão, venha andar
comigo e sejamos apenas o que deveríamos ser desde o início: caminhantes que se precisam enquanto seguem
juntos...
Humberto de Lima
1 comentários:
Minha parte preferida: "Me dê sua mão, venha andar comigo e sejamos apenas o que deveríamos ser desde o início: caminhantes que se precisam enquanto seguem juntos..." Obrigado por me ajudar sempre pastor! Deus lhe abençoe muito! :)
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