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"Tudo que você tiver que ser, seja bom!". (Abraham Lincoln).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Eu, fariseu?


Em “Confissões”, publicado em 25 de outubro de 2008, depois de listar alguns velhos costumes por mim abandonados, também escrevi que já fui um fariseu. E é na conclusão do mesmo texto que admito estar ainda bem longe de quem eu gostaria de ser, mesmo tendo deixado de ser muito do que já fui.
 
Neste caso, restam indagações que precisam ser respondidas para além do simplismo contido dentro de um sim ou de um não.
 
Vivo tudo o que prego? Sendo minha resposta negativa, não continuaria eu sendo fariseu, melhorado, mas sempre fariseu?
 
De fato, reconheço que ainda não consigo por em prática 100% de tudo o que falo e escrevo. Mas sigo adiante porque, apesar de mim, as coisas sobre as quais falo e escrevo são coisas nas quais acredito.
 
Fariseus dos tempos bíblicos ou pós-modernos, diante do mesmo questionamento, se comportariam da seguinte maneira:
 
1. Teriam dificuldades para confessar a falibilidade que faz parte de todos nós; afinal de contas, pensam eles, um fariseu nunca erra!
 
2. Tentariam transformar seus acertos em shows pirotécnicos, criando sobre si mesmos a imagem de seres perfeitos (o marketing faz o santo); e,
 
3. Se colocariam no mundo espiritual como advogados de acusação de tudo e de todos; ora, sabemos que arrogância é o que se tem de mais visível em qualquer fariseu.
 
Portanto, se os três comportamentos supracitados não fazem parte do seu jeito de ser, e se em sua caminhada você admite dificuldades em praticar coisas boas e certas que você mesmo prega, saiba que você não é um fariseu!
 
Confie na graça de Deus, me dê sua mão, venha andar comigo e sejamos  apenas o que  deveríamos ser desde o início: caminhantes que se precisam enquanto seguem juntos... 
 
Humberto de Lima

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