Daqui, da
minha janela de eleitor desencabrestado resolvi dar uma olhada e vi um monte de
coisas que um monte de gente ainda não viu ou finge não ver.
Eu vi a agonia
dos que precisam manter cargos comissionados para
sobreviver. E disse aos meus filhos: - Sejam livres, nunca dependam disso!
Eu vi como é bom ser dono de um voto livre, sem ter a
desesperada necessidade de dizer aos meus candidatos que eu os escolhi.
Eu vi como o povo encara as eleições de forma passional.
Aliás, por aqui, a maioria dos que criticam ou defendem a Bíblia nunca a
leu completamente e a maioria dos que discutem política nunca abriu a
Constituição.
Eu vi o quanto
as massas estão subestimando a importância do Poder Legislativo. Talvez
os sucessivos escândalos das últimas décadas tenham desencadeado na cabeça do
eleitor a errônea idéia de que todo deputado ou senador é corrupto; e,
portanto, tanto faz votar em nenhum ou votar em qualquer um.
Eu vi a
dependência existencial e política que a Bolsa Família tem causado em milhões
de pessoas. Originalmente concebido como Bolsa Escola, o programa exigia uma
contrapartida por parte dos beneficiados, isto é, o compromisso de manter os filhos pequenos estudando. No inicio, tratava-se de um
incentivo à educação com propósito e tempo de duração bem definidos. Infelizmente as regras
foram mudadas e a idéia é atualmente utilizada com fins eleitoreiros.
Eu vi o
mimetismo petista. Cada vez mais distante do partido para o qual pedi votos nos tempos de minha juventude, vejo que O PT já não
é mais o mesmo. Hoje, como um camaleão que muda de cor conforme o ambiente, ele mostra incoerência entre seu discurso e
prática.
Se por um
lado, o atual governo louva e engrandece a democracia e a liberdade de imprensa, por outro lado estreita
cada vez mais suas relações com outros governos de ideologia autoritária, como é
o caso dos irmãos Castro em Cuba, de Hugo Chávez na Venezuela e de outros mais.
No que diz respeito a esse segundo turno, se por um lado, o Partido dos Trabalhadores tem se esforçado durante esta campanha para dizer que defende a vida, por outro lado, vejo que este mesmo partido firmou documento decidindo manter sua posição a favor da liberação do aborto (Resoluções do 3º Congresso Nacional do PT, Página 43).
No que diz respeito a esse segundo turno, se por um lado, o Partido dos Trabalhadores tem se esforçado durante esta campanha para dizer que defende a vida, por outro lado, vejo que este mesmo partido firmou documento decidindo manter sua posição a favor da liberação do aborto (Resoluções do 3º Congresso Nacional do PT, Página 43).
Finalmente,
tenho visto também como os ataques pessoais entre candidatos e a preocupação de
apresentar uma conveniente religiosidade de última hora têm servido para disfarçar a ausência de
boas idéias nas áreas de segurança pública, saúde, educação, habitação e geração de empregos.
Humberto de
Lima

3 comentários:
Humberto,
Muito bom sua análise de compromisso político mas descomprometida com a politicagem desumana no Brasil. Também simpatizei com o PT. Mas hoje me comprometo só com a política do reino de Deus.
Soli Deo gloria.
Guilardo Tavares.
Uma bom olhar do nosso contexto político atual. Por isso, fica a angústia entre quem escolher ou permitir que outros escolham por nós. Só nos restar refletirmos bastante, analisando criticamente os discursos pra tentar escolher o "menos ruim". Bjs!!!!!!
Izanete.
Prudente e sábia análise desse nosso tumultuado panorama eleitoral brasileiro, amigo Humberto! Vemos que a política de antes não serve mais para hoje. Envelheceu! O que se busca é o marketing eleitoreiro de campanha. O que mais vende (dá voto) é que o mais deve ser vendido (promessas de um Brasil melhor) por nossos candidatos. No entanto, vemos que o discurso muda com o tempo e a promessa é igualmente esquecida. Por isso, prefiro o ideal originário que busca o desenvolvimento pelo trabalho e a concorrência como estímulo ao crescimento do que aqueles que, de forma malandra, somente surfam na onda dos outros.
Um abração do amigo!
Diego Navarro.
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