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"Quando a escola progride, tudo progride!". (Martinho Lutero).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um olhar sobre o segundo turno


Daqui, da minha janela de eleitor desencabrestado resolvi dar uma olhada e vi um monte de coisas que um monte de gente ainda não viu ou finge não ver.
 
Eu vi a agonia dos que precisam manter cargos comissionados para sobreviver. E disse aos meus filhos: - Sejam livres, nunca dependam disso!
 
Eu vi como é bom ser dono de um voto livre, sem ter a desesperada necessidade de dizer aos meus candidatos que eu os escolhi.
 
Eu vi como o povo encara as eleições de forma passional. Aliás, por aqui, a maioria dos que criticam ou defendem a Bíblia nunca a leu completamente e a maioria dos que discutem política nunca abriu a Constituição.
 
Eu vi o quanto as massas estão subestimando a importância do Poder Legislativo. Talvez os sucessivos escândalos das últimas décadas tenham desencadeado na cabeça do eleitor a errônea idéia de que todo deputado ou senador é corrupto; e, portanto, tanto faz votar em nenhum ou votar em qualquer um.
 
Eu vi a dependência existencial e política que a Bolsa Família tem causado em milhões de pessoas. Originalmente concebido como Bolsa Escola, o programa exigia uma contrapartida por parte dos beneficiados, isto é, o compromisso de manter os filhos pequenos estudando. No inicio, tratava-se de um incentivo à educação com propósito e tempo de duração bem definidos. Infelizmente as regras foram mudadas e a idéia é atualmente utilizada com fins eleitoreiros.
 
Eu vi o mimetismo petista. Cada vez mais distante do partido para o qual pedi votos nos tempos de minha juventude, vejo que O PT já não é mais o mesmo. Hoje, como um camaleão que muda de cor conforme o ambiente, ele mostra incoerência entre seu discurso e prática.
Se por um lado, o atual governo louva e engrandece a democracia e a liberdade de imprensa, por outro lado estreita cada vez mais suas relações com outros governos de ideologia autoritária, como é o caso dos irmãos Castro em Cuba, de Hugo Chávez na Venezuela e de outros mais.
 
No que diz respeito a esse segundo turno, se por um lado, o Partido dos Trabalhadores tem se esforçado durante esta campanha para dizer que defende a vida, por outro lado, vejo que este mesmo partido  firmou documento decidindo manter sua posição a favor da liberação do aborto (Resoluções do 3º Congresso Nacional do PT, Página 43).
 
Finalmente, tenho visto também como os ataques pessoais entre candidatos e a preocupação de apresentar uma conveniente religiosidade de última hora têm servido para disfarçar a ausência de boas idéias nas áreas de segurança pública, saúde, educação, habitação e geração de empregos.
Humberto de Lima

3 comentários:

Anônimo disse...

Humberto,

Muito bom sua análise de compromisso político mas descomprometida com a politicagem desumana no Brasil. Também simpatizei com o PT. Mas hoje me comprometo só com a política do reino de Deus.

Soli Deo gloria.
Guilardo Tavares.

Anônimo disse...

Uma bom olhar do nosso contexto político atual. Por isso, fica a angústia entre quem escolher ou permitir que outros escolham por nós. Só nos restar refletirmos bastante, analisando criticamente os discursos pra tentar escolher o "menos ruim". Bjs!!!!!!
Izanete.

Anônimo disse...

Prudente e sábia análise desse nosso tumultuado panorama eleitoral brasileiro, amigo Humberto! Vemos que a política de antes não serve mais para hoje. Envelheceu! O que se busca é o marketing eleitoreiro de campanha. O que mais vende (dá voto) é que o mais deve ser vendido (promessas de um Brasil melhor) por nossos candidatos. No entanto, vemos que o discurso muda com o tempo e a promessa é igualmente esquecida. Por isso, prefiro o ideal originário que busca o desenvolvimento pelo trabalho e a concorrência como estímulo ao crescimento do que aqueles que, de forma malandra, somente surfam na onda dos outros.
Um abração do amigo!

Diego Navarro.

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