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"Eu penso que patriotismo é como caridade - Começa em casa!". (Henry James).

domingo, 13 de setembro de 2009

É tempo de ser cachorro


Um dia desses, depois de alguns anos, encontrei uma ex-colega de faculdade a quem fui logo perguntando:
- Como está o Andrônico?
- Não sei. Não estou mais com ele.
- Vocês namoraram tanto tempo...
- Mas descobri que ele é um cachorrão!
 
Nem pedi que ela me contasse detalhes do ocorrido; fiz algumas conexões com lembranças do passado e deduzi o que aconteceu a partir da descrição que ela fez do cara – cachorrão. Depois que ela foi embora, comecei a pensar: - Por que que chamar de cachorro um ex-noivo interesseiro, mentiroso e canalha? Não, os caninos não merecem tal comparação!
 
É igualmente injusto quando os norte-americanos, querendo xingar alguém, chamam a pessoa de "son of a bitch". Mesmo no cio, nenhuma cadela se assemelha a uma mulher vadia; pois na realidade, a cadela não fica com todos aqueles cães que a seguem durante dias. Trata-se de um processo seletivo em que pouco a pouco, pretendentes vão sendo eliminados; e, no final somente um terá acesso à relação de acasalamento.
 
Também não gosto quando os brasileiros, querendo se referir a um mau sujeito, dizem que ele é um filho do cão ou está com o cão no couro. Não vejo nos cães maldade nem malícia suficientes para compará-los ao capeta.
 
Com raras exceções de comportamentos agressivos que são na maioria das vezes instigados pelo bicho homem, a grande maioria desses animais vive produzindo manchetes boas, como estas:
· Cão salva dono de afogamento.
· Cão livra dona de morte.
· Cachorro salva gatinhos na Austrália.
· Cadela protege bebê abandonado pela mãe.
 
No filme Marley & Eu, baseado em livro homônimo, o autor narra o cotidiano de um casal que traz para dentro de casa um cachorro trapalhão. Apesar de toda a bagunça que provoca, Marley se torna querido de toda a família; e, sai da estória inspirando John Grogan a dizer:
 
“Um cachorro não precisa de carrões, de grandes casas nem de roupas de marca. Símbolos de status nada significam para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cachorro não julga os outros por sua cor, credo ou classe social... Dê seu coração a ele e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial?”
 
Por isso, peço: Não usem mais a palavra cachorro como sinônimo de gente ruim. E, lembrando de meu amigo Dick, cachorro de Biu Vaqueiro, que vinha dormir todas as noites aqui na porta da Igreja Batista, em verdade, em verdade vos digo:
 
Aprendei com os cachorros e sereis melhores humanos!
 
Humberto de Lima

4 comentários:

Talitta Dantas disse...

Verdade! Quem dera um homem confiar interaimente em outro homem como confia em seu cachorro! rs

Texto mto bom!

Paz!

Cris Oliveira disse...

O cachorro muita das veses mostra-se mais fiel e amigo do que muitas pessoas. Sinto saudades dos cachorros que criei, Kiko, Maylon e Neguinha deixaram saudades!

Ótimo texto Pastor!

Shalom

Alderivan F Torres disse...

Gostei muito do texto e realmente faço dele uma reflexão, para que o ser humano tire uma conclusão. Devemos ter a motivação do cachorro e a inteligência do gato.

Alderivan F Torres

Bárbara Lopes disse...

Ótimo texto. Parabéns, pastor! :)

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