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"Quando a escola progride, tudo progride!". (Martinho Lutero).

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pelos caminhos de Fagundes

Nos últimos dias, por causa do trabalho, tenho passado bastante tempo no escritório. Mas, uma semana atrás, Vanderlei Melo me convidou para ir com ele ao Sítio Marcelina. Montamos na moto e pegamos a estrada de terra que leva até lá.

Fomos devagar, pois além da vontade de chegar, eu também queria apreciar os detalhes que o inverno do Agreste pinta por essas bandas.

No caminho, tudo muito verde, as roças bem crescidas, e o riacho correndo com força, rumo ao açude do Gavião. Por aqui, nesta época do ano, se costuma plantar milho, feijão e fava, tudo junto!

Um carcará estava empoleirado em uma estaca; e, enquanto subíamos e descíamos as ladeiras, fui observando e fotografando com os olhos as lavadeiras, os quero-quero, os tizius, os bigodinhos e outros pássaros típicos de nossa região. Por falar nos tizius, é divertido ver como eles cantam enquanto pulam e pulam enquanto cantam.

Quando chegamos, três homens estavam sentados no alpendre, conversando e comendo. Sentei com eles, e, quando comecei a puxar assunto, fiquei surpreso ao ver que a mata nativa está toda se recompondo no pé da serra! Comemorei a descoberta e falei pra eles sobre a importância que a mata tem para o equilíbrio do meio ambiente e para a preservação das fontes de água. Satisfeitos, me falaram que a idéia agora é preservar. Perguntei se Aramy, o ambientalista, tem passado por lá; responderam que o avistam sempre. E continuei ali, sentado, curtindo a prosa...

Um gato bem gordo, que estava tomando sol na calçada, veio preguiçosamente em minha direção; disseram que ele estava interessado no milho que eu estava comendo.

- Gato, comendo milho assado?
- Sim, esse gosta!

Debulhei os grãos e ofereci uma mão cheia ao bichano. Ele comeu tudo e ainda queria mais!

Depois me chamaram para visitar a casa de farinha; eu sempre tive vontade de entrar em uma delas e nem imaginava que houvesse uma tão perto. Também conheci Dona Araúja, avó de Vanderlei. Perto de completar seus 91 anos, ela continua bem lúcida, cheia de fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e bem decidida! Quando perguntei se ela gostaria de deixar o Marcelina para ir morar na rua, respondeu dizendo que não sai do seu canto de jeito nenhum!

Por volta das quatro e meia, fizemos uma breve oração e nos despedimos. Voltei pra casa, convencido de que uma ida ao sítio numa tarde de domingo, além de ser melhor do que ficar vendo televisão, é uma experiência prá lá de agradável...
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OBS: As fotos acima apresentam paisagens fagundenses, clicadas pelo amigo Glórgio Gardel.

Humberto de Lima

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