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"Eu penso que patriotismo é como caridade - Começa em casa!". (Henry James).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ser escritor...


É receber de repente aquele insight, vindo de Deus, soprado de cima!
Muitas vezes, é pensar, pensar, pensar, e, entre tantos ou quase nenhum, escolher o assunto.
É pacientemente fazer, desfazer e refazer sem pressa.
É não saber o que dizer, sabendo então esperar.
É também a arte de ficar sozinho; a solitude é a melhor companheira do escritor.

É falar do mundo e do que o mundo contém; para descobrir que ao falar de outras coisas e pessoas, reais ou fictícias, às vezes você acaba por revelar segredos de sua própria alma. O teclado não é apenas o sucessor da pena; é um confessionário do século vinte e um!

É ficar contente pelos elogios recebidos, sem que deles dependa para continuar;
É prestar atenção ao que dizem os críticos, sem permitir que eles acabem com você.

É ler com cuidado o que o outro escreve; cuidado para que as comparações não lhe façam arrogante nem deprimido. O outro é o outro e você é você!

É não escrever por causa de dinheiro, embora ele seja bem vindo, se vier.

É ser livre e não escrever para se encaixar nos padrões do mercado. Um escritor não deve ter patrão! Muitos, na ânsia de aparecer na lista dos 10 mais vendidos, se descaracterizam e acabam por perder a própria essência.

Escreva o que quiser, quando, onde e como quiser. Escreva apenas porque dá vontade, porque dá prazer; e, principalmente, porque você não conseguiria se imaginar sem essa doce mania.


Humberto de Lima

5 comentários:

Talitta Dantas disse...

Perfect!
Adorei! =D

Palavras de um legítimo e ótimo escritor!
=D
Deus lhe abençoe cada vez mais!

Paz! ^^

Andréia disse...

É amigo, espero que Deus continue nos presenteando com seus textos, que amo receber! Parabéns e uma ótima semana!

Diego Navarro disse...

Olá, turma!

Compartilho com vcs esse texto do nosso amigo Humberto, que com precisas e perfeitas palavras nos transmite a essência do escrever e do ser escritor.
Um abração!

Até mais!

francinaldo disse...

Concordo na solidão que nos rodeia como pensador e percebo que nós, enquanto sujeitos,estamos carregados de contextos semânticos e atuantes em uma trajetória. Nada do que foi mais será,e nas análises de discursos, nos posicionamos com uma vertente totalmente unilateral ao nosso contexto,enquanto unidade subjetiva. Não sei se amanhã pensarei assim ou diria o mesmo, mas tenho a absoluta certeza: " Deus em sua infinita incomensurabilidade, um Ser que transcede a toda vã filosofia,jamais age dispendiosamente em seus atos e nos coloca no tempo,no espaço,e em ocasiões certas numa permissão trivial as nossas subjetividades.

Cynthia Rodrigues disse...

Bem dizes! Sei bem, é assim mesmo! :D

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