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"Quando a escola progride, tudo progride!". (Martinho Lutero).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ser escritor...


É receber de repente aquele insight, vindo de Deus, soprado de cima!
Muitas vezes, é pensar, pensar, pensar, e, entre tantos ou quase nenhum, escolher o assunto.
É pacientemente fazer, desfazer e refazer sem pressa.
É não saber o que dizer, sabendo então esperar.
É também a arte de ficar sozinho; a solitude é a melhor companheira do escritor.

É falar do mundo e do que o mundo contém; para descobrir que ao falar de outras coisas e pessoas, reais ou fictícias, às vezes você acaba por revelar segredos de sua própria alma. O teclado não é apenas o sucessor da pena; é um confessionário do século vinte e um!

É ficar contente pelos elogios recebidos, sem que deles dependa para continuar;
É prestar atenção ao que dizem os críticos, sem permitir que eles acabem com você.

É ler com cuidado o que o outro escreve; cuidado para que as comparações não lhe façam arrogante nem deprimido. O outro é o outro e você é você!

É não escrever por causa de dinheiro, embora ele seja bem vindo, se vier.

É ser livre e não escrever para se encaixar nos padrões do mercado. Um escritor não deve ter patrão! Muitos, na ânsia de aparecer na lista dos 10 mais vendidos, se descaracterizam e acabam por perder a própria essência.

Escreva o que quiser, quando, onde e como quiser. Escreva apenas porque dá vontade, porque dá prazer; e, principalmente, porque você não conseguiria se imaginar sem essa doce mania.


Humberto de Lima

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