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"Eu penso que patriotismo é como caridade - Começa em casa!". (Henry James).

domingo, 21 de setembro de 2008

Coisas de estudante

No antigo Colégio ABC em João Pessoa, depois de alguns dias treinando salto em distância, eu achei que poderia saltar longe, como faz atualmente a Maurren Maggi. Então, resolvi pular um lance de escadas para chegar mais rápido ao térreo e... Deu certo! Fiquei viciado naquilo; bastava terminar a aula e lá estava eu, literalmente planando em direção ao andar de baixo. Num desses vôos, enquanto eu ainda estava no ar, vi que um dos diretores estava subindo de cabeça baixa. Não tive como frear e minha tentativa de buzinar foi tardia, pois ao gritar CUIDA..., a próxima silaba foi abafada pelo estrondo do professor caindo, estatelado com uma pernada no peito! Não vi inchaços nem arranhões nem sangue, nem em mim nem nele; mas, ele continuava ali, estendido, sem forças. Depois de um tempo, começou a se mexer e foi se levantando devagarzinho.

- Me acompanhe até à sala da diretoria!
- Me diga seu nome, turma e número!
- Humberto Batista de Lima, Oitava Treze, número...
- Seu peste, se suas notas forem ruins, você vai ver. Agora saía daqui!

Deixei a sala e desci a escada, andando. Fui salvo pelas cadernetas.

UNS TEMPOS DEPOIS...

Iraquitan, uma das figuras mais divertidas que eu já vi na UFPB, foi comigo ao RU (Restaurante Universitário para uns e Recanto dos Urubus para os maledicentes). Chegamos atrasados e não conseguimos entrar, apesar da insistência. Lisos e famintos nos arrastamos lentamente em direção ao CCSA, onde teríamos aula. Passando pelo CCEN, vimos uma sala de onde saía barulho de festa e cheiro de comida. Botamos a cabeça pela janela e dissemos um para o outro: - Ei! É aqui, cara!
Fomos entrando, eu menos afoito, atrás. Lá dentro, uma mulher, perto da mesa cheia de coisas gostosas, era cumprimentada por todos. O Iraqui foi logo abraçando, beijando e dizendo:

- Feliz aniversário, professora!

A professora, que nunca tinha nos visto, nem mais magros nem mais gordos, recebeu de mim o mesmo tipo de honraria que lhe foi dada pelo meu colega e explicou, um tanto sem jeito:

- Não é aniversário não. É que estou indo fazer doutorado na Europa e a turma me presenteou com essa festa de bota-fora...

Matamos a fome ali mesmo!


POR FALAR EM BARRIGA CHEIA...

Uma amiga minha não via a hora de lanchar depois da aula, no centro de Campina Grande. Assim que teve uma chance, junto com as colegas, correu para a vendedora de churrasquinho.

- Você quer de frango, de boi... De que você quer?
- Quero de gato, mesmo!

Quando se deu conta, já tinha dito! Saiu assim, sem querer, daquele rostinho corado, com um sorriso vermelho!
A mulher resmungou alguma coisa, e, com um olhar meio atravessado, entregou a ela um espetinho de frango. Talvez o de gato já tivesse acabado ou estava faltando naquele dia.
Humberto de Lima.

Um comentário:

Diego Navarro disse...

Muita boa a crônica, Humberto!
Bastante engraçada tmb! Vida de estudante é uma coisa, viu! Cada estória que a gente tem pra contar... kkkk... Um abração do amigo!

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